terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vida Em Pausa

Eu ainda te procuro, mesmo sabendo exatamente onde está
A mão que me segurava não me deu segurança e foi escapando aos poucos
Mesmo eu estando por perto, já não me vê mais, não do jeito que eu queria ser visto
O tempo voando para tão longe e a gente ficou aqui, cravados no chão, só olhando um para o outro, sentindo e não dizendo nada, um só olhar, um olhar só.
Esse silêncio que às vezes se transforma em grito, mudo, perdido no meio da noite não me faz bem e não te faz melhor, mas ninguém nunca mudou, ninguém nunca vai mudar, a gente fica assim, imóvel para sempre, coberto por alguma sujeira que o tempo trouxe de uma história mal contada ali na frente, cobre tudo e o que pareceu bonito a um tempo atrás, já nem aparece mais, a gente se convence que está bom assim, a gente se convence que está bem assim.