quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sem Sombra

Todas as vezes que ela se atira

Quando passa, nota todas essas janelas passando tão rápido

Não percebe o que tem lá dentro, apenas vultos coloridos e indefinidos

Quem está lá dentro, percebe um vulto sem cor passando pela janela

Todas as vezes que ela chega ao chão

Arrepende-se por não ter conhecido o interior de cada janela.

Quem sabe em uma delas, ela ficaria até o fim, sem nunca precisar abri-la.

Ela tinha um nome, sim, ela tinha.